Leitura Semanal
de Mercado
Os fundos na nona maior posição em cinco anos, e o porto pagando desconto pela safra nova
Edição 06 · Semana de 24 a 28 de agosto de 2026
leitura de mercado pra quem decide

Esta edição diz o que o mercado está oferecendo. O que fazer com isso depende do seu custo, do seu caixa e de quanto você já vendeu, e essa parte nenhuma publicação consegue fazer sozinha.

O fio da semana

O trigo subiu 12,55% porque o corredor de exportação do Mar Negro está fisicamente travado, e a ameaça de escalada que veio no fim de semana anterior estendeu o prazo desse travamento. Ele arrastou o milho em 5,89%. Na sexta, Kevin Warsh estreou em Jackson Hole falando em subir juros, o dólar fechou a R$ 5,2025 e 68% da alta cambial da semana aconteceu naquele único dia. Em real, o trigo fez 13,88% e o milho 7,15%. Com a série de 2021 em diante, agora dá para medir o outro lado: os fundos estão na nona maior posição comprada de milho e na décima primeira de soja em 295 semanas, e a perna comprada do milho é a maior de todas as 295. Enquanto isso, o porto paga R$ 18,12 por saca acima de Chicago para outubro e cobra R$ 1,49 de desconto para abril de 2027. O financeiro comprou a tese climática. O físico ainda não. E o produtor, com a safra nova 36% vendida contra 40% de média, escolheu o lado do financeiro.

A Mesa · síntese executiva

O que cada mercado oferece hoje e o evento que muda essa leitura. Cada linha é desenvolvida no bloco correspondente, com números de 28 de agosto. Não é indicação de operação: tamanho, momento e forma de executar dependem do seu custo, do seu caixa e de quanto já foi comercializado.

FrenteReferência de 28/08O que o mercado ofereceO que muda a leitura
SojaParanaguá a R$ 159,76, alta de 3,96% na semanaPrêmio de exportação de R$ 17,78 por saca na safra atual contra desconto de R$ 1,49 na safra nova, um vão de R$ 19,61China desacelerar a compra americana, ou o prêmio de março a maio sair do negativo
MilhoDisponível a R$ 69,51, com Janeiro 27 a R$ 81,19Carrego remunerado só até maio de 2027, com sobra máxima de R$ 7,78 em janeiro. Julho virou negativoUSDA convergir com o Pro Farmer em setembro, ou o etanol de milho perder ritmo de moagem
TrigoSetembro 26 a US$ 7,6700, maior alta do painelAlta é corredor travado, não quebra de safra. A Conab cortou a produção brasileira em 26,2% e 97% da lavoura ainda está no campoRetomada dos embarques de Novorossiysk, ou 350 mm sobre a lavoura do Sul
CâmbioPrêmio de 0,589% ao mês até julho de 2027Pouco mais da metade do carrego da Selic. O cupom cambial subiu 7,6 pontos-base na semanaCupom cambial passar de 6,50% ao ano, ou o payroll de sexta confirmar a tese de Warsh
NitrogenadosUreia a US$ 440 CFR, alta de 2,33% na semanaAlta em dólar e 3,54% em real. A relação de troca melhorou porque o grão subiu, não porque o insumo caiuBrent voltar de US$ 88 para a casa dos 100, ou o tender indiano sair abaixo de US$ 435
Fosfatados e potássicosMAP a US$ 850 e cloreto a US$ 380MAP parado pela primeira vez em seis semanas. Só cloreto e superfosfato simples ficaram mais baratos em realNegócios de MAP abaixo de US$ 840, ou o câmbio devolver a alta da sexta
Nesta edição
00  Prestação de Contas
07  Fertilizantes
01  Performance das Commodities
08  Clima
02  A Conta em Reais
09  Macro Brasil
03  Soja
10  Macro Mundo
04  Milho
11  Posição de Fundos
05  Trigo
12  Agenda e Fontes
06  Dólar
00Prestação de Contasum erro nosso abre a edição
Acertou
O gatilho do bloco 11 foi respondido no sentido que declaramos. Escrevemos que, se a compra nova do milho continuasse, o mercado estaria construindo posição, e se parasse teria sido reação de manchete. Ela não só continuou, passou a dominar: de 51% para 71% do movimento, com 89.470 contratos de compra nova contra 36.538 de recompra de vendido.
Acertou
O câmbio voltou a somar, como a régua previa. Declaramos que a moeda voltaria a ajudar com o spot acima de R$ 5,22. Ela ficou 1,75 centavo abaixo do gatilho e ainda assim somou 1,19%, porque o movimento veio concentrado na sexta. O gatilho não disparou, a direção estava certa, e essa distinção fica registrada.
Em aberto
O gatilho de baixa do milho não foi testado. Declaramos que a leitura mudava se o disponível rompesse R$ 72,00. Ele fechou a R$ 69,51, subindo 2,37% na semana e ficando a R$ 2,49 do nível. Segue de pé para a próxima edição.
01Performance das Commoditiesa amplitude triplicou em sete dias
Performance da semana
Variação de 30 diasSemana: ajuste de 21/08 contra ajuste de 28/08, calculado pela casa. Mês: janela móvel de 30 dias conforme publicada pela fonte, medida no contrato de referência, não é ajuste contra ajuste. Contratos CBOT e B3 pelo TradingView, sem marca. Demais ativos pela Trading Economics (**). O Milho CBOT Mar/27 sai do painel nesta edição por falta de fechamento confirmado de 21/08 e entra o Trigo CBOT Jul/27.

A amplitude entre os extremos foi de 19,01 pontos percentuais, contra 5,63 na semana anterior. Ela mais que triplicou, e mudou de natureza: na Edição 05 os treze ativos fecharam no positivo, nesta quatro fecharam no negativo e o painel se partiu em dois. De um lado os cereais puxados por oferta física, de outro a energia devolvendo prêmio de guerra, com o Brent em queda de 6,46%.

Na janela de trinta dias o desenho é outro e vale mais: o açúcar acumula 21,04%, o trigo 15,04% e o milho entre 11,42% e 11,49%, enquanto a soja soma 5,36%. A divergência entre os dois grãos que apontamos na Edição 05 não se fechou: o vão saiu de cerca de 5,7 para 6,1 pontos percentuais°. Ela não se ampliou de forma relevante, mas resistiu a uma semana em que os dois subiram.

02A Conta em Reaiso câmbio voltou, e voltou em um único dia
Decomposição entre grão e câmbioDecomposição da variação semanal em real entre movimento do grão em dólar e efeito da moeda. Câmbio de R$ 5,1414 para R$ 5,2025, alta de 1,19%°.

Há sete dias escrevíamos que a moeda tinha tirado. Nesta semana ela somou nos três grãos ao mesmo tempo, entre 1,23 e 1,34 ponto percentual. O trigo, que em dólar fez 12,55%, chegou a 13,88% em real. O milho de dezembro saiu de 5,56% para 6,81% e a soja de novembro de 3,91% para 5,15%.

Mas a distribuição no tempo é o que importa, e ela é anômala. O dólar ficou de lado até quinta, quando implicava R$ 5,1607, e fechou a R$ 5,2025 depois do discurso de Jackson Hole. Sessenta e oito por cento da alta cambial da semana aconteceu na sexta-feira. Não foi fluxo acumulado nem notícia brasileira, foi um evento de meia hora em Wyoming.

A régua

Quando o ganho em real depende de um único pregão, ele é frágil na mesma medida em que foi rápido. A conta que sobreviveu à semana passada foi a do grão, não a da moeda, e é ela que segue governando a receita. O câmbio adicionou 1,3 ponto em média, o trigo adicionou 12,5.

03Sojao porto e o fundo discordam

O indicador de Paranaguá subiu 3,96% na semana, para R$ 159,76, e o salto veio quase todo na sexta, com alta de 3,04% em um dia. A série diária mostra o desenho: 153,86, 153,70, 154,57, 155,05 e então 159,76. Em dólar, o indicador saiu de US$ 29,89 para US$ 30,71.

Prêmio FOB Paranaguá21/08¢/bu sobre CBOT28/08¢/bu sobre CBOTEm realR$ por saca°
Setembro 26+150+155+17,78
Outubro 26+153+158+18,12
Novembro 26+120+125+14,34
Março 27−13−10−1,15
Abril 27−16−13−1,49
Maio 27−13−11−1,26

Esta é a informação mais importante da edição, e ela não está no preço de tela. O prêmio de exportação subiu em todos os embarques, mas o formato da curva não mudou: a safra atual paga R$ 17,78 a R$ 18,12 por saca° acima de Chicago e a safra nova cobra desconto de R$ 1,15 a R$ 1,49°. O vão entre outubro de 2026 e abril de 2027 é de R$ 19,61 por saca°.

Quem paga esse prêmio é quem precisa carregar o navio. O comprador do grão brasileiro está pagando ágio pelo que existe e cobrando desconto pelo que ainda vai ser plantado. Em linguagem de mesa, o mercado físico de exportação está precificando safra 2026/27 cheia. Isso é evidência, não confirmação: prêmio de safra nova nove meses antes do embarque é uma opinião com dinheiro, não um fato consumado.

O embarque confirma o mesmo lado. A ANEC registra 2.346.945 toneladas na semana de 23 a 29 de agosto, alta de 10,6% sobre a semana anterior, e o mês de agosto fecha em 10,25 milhões de toneladas, o maior agosto da série de dez anos, com folga de 2,1 milhões sobre o segundo colocado. No acumulado do ano são 94,87 milhões de toneladas, também o maior janeiro a agosto em dez anos, 7,7% acima de 2025. O farelo acompanha, com 17,76 milhões no ano e o maior agosto da série.

A régua

O produtor brasileiro está com a safra nova cerca de 36% comercializada, contra média de 40% da safra anterior. Quatro pontos percentuais de atraso equivalem a aproximadamente 7,6 milhões de toneladas seguradas a mais que a média°, ou 126 milhões de sacas. Ao indicador à vista de sexta isso dá ordem de grandeza de R$ 20,1 bilhões°, e o cálculo serve só de escala, porque venda antecipada se faz a preço futuro e não à vista.

O que isso significa

A tese do El Niño ainda não está no preço da soja, e é isso que o formato da curva de prêmio mostra. Se o mercado físico estivesse precificando quebra brasileira, o prêmio de março a maio de 2027 não estaria negativo. Ele está, e continua negativo depois de uma semana em que o clima dominou o noticiário. O desconto da safra nova é estrutura normal de ano-safra, não é veredito sobre o El Niño. O comprador do grão simplesmente ainda não repreciou.

Quem está posicionado na tese são os fundos, e eles estão sozinhos nela. A compra é em milho e soja ao mesmo tempo, é dinheiro novo e não recompra, e o que ela precifica é a combinação de El Niño com quebra americana confirmada pelo Crop Tour, e possivelmente com quebra brasileira à frente. O mercado financeiro se antecipou ao mercado físico. Isso não quer dizer que ele esteja errado, porque antecipar é a função dele. Quer dizer que hoje só existe um lado apostando, e ele é o lado que pode sair rápido.

Para quem segura soja, a conta é esta. Se a tese confirmar, o físico reprecifica depois e quem segurou ganha duas vezes, no grão e no prêmio de porto que hoje é desconto. Se não confirmar, os fundos desmontam e o preço cai sem que o físico tenha subido antes para amortecer. A janela que decide é janeiro a março, e fevereiro é o mês que mais pesa, o que significa carregar posição descoberta até lá. E carregar ficou mais caro: a inadimplência da carteira agro da Caixa saltou de 7,02% para 20,74% em doze meses, o que aparece no bloco 09. Segurar grão consome capital de giro, e o preço desse capital está subindo.

04Milhosafra recorde, pior agosto de embarque em anos
Curva de milho na B3 contra o custo de carregoSobra por saca depois de descontar o carrego da Selic de 14,00% ao ano, ou 1,098% ao mês, sobre o disponível de R$ 69,51. Fórmula: futuro menos disponível corrigido por mês até o vencimento°.

O carrego encurtou. A Edição 05 publicou remuneração até julho de 2027. Nesta semana o julho virou negativo em R$ 0,33 e a janela que paga vai só até maio. O ponto ótimo segue em janeiro, mas a sobra caiu de R$ 8,65 para R$ 7,78 por saca, porque o disponível subiu 2,37% e o Janeiro 27 subiu 1,03%.

Milho na B321/08R$/saca28/08R$/sacaSobra 28/08depois do carrego°
Setembro 2671,5571,53+1,26
Novembro 2677,1278,03+6,21
Janeiro 2780,3681,19+7,78
Março 2781,4682,94+7,91
Maio 2779,5581,40+4,71
Julho 2777,4478,05−0,33
Setembro 2777,3078,43−1,68

Em Chicago o Setembro saiu de US$ 4,8350 para US$ 5,1200 e o Dezembro de US$ 5,0825 para US$ 5,3650. Convertido, o Setembro equivale a US$ 12,09 por saca, ou R$ 62,92°. Com o ESALQ em R$ 69,51, o físico brasileiro segue acima da paridade de Chicago, mas a folga caiu de R$ 9,18 para R$ 6,59 em uma semana°.

O Pro Farmer fechou a produtividade americana em 181,2 sacas por hectare contra 189,0 sacas do USDA°, e o Crop Progress da semana confirmou por outro caminho, cortando a lavoura em condição boa e excelente de 60% para 57%. A soja do Pro Farmer, ao contrário, veio acima do oficial. A divergência é só no milho, e é isso que explica por que o milho subiu 5,89% e a soja 3,91%.

O paradoxo, e ele tem resposta

A Conab revisou o milho para cima no 11º levantamento, de 141,7 para 143,0 milhões de toneladas, com a primeira safra em alta de 18,2% no ano. É recorde. E ao mesmo tempo o embarque de janeiro a agosto é o sexto pior em dez anos, 14,2% abaixo de 2025, com agosto em 5,45 milhões de toneladas contra 7,34 milhões no ano passado, queda de 25,7%. Safra recorde com preço interno alto e exportação fraca não é contradição, é o etanol de milho consumindo a safra antes do porto. Há também calendário: a colheita da segunda safra está em 78,2% contra 83,7% no ano passado.

Destino da exportaçãojaneiro a julho de 2026SojaMilhoTrigo
China71%4%·
Irã3%30%·
Egito·14%·
Vietnã2%14%20%
Arábia Saudita·7%13%
Quênia··24%

E há um dado de concentração que raramente aparece. O maior comprador de milho brasileiro não é a China, é o Irã, com 30%. Somados a Egito e Arábia Saudita, três compradores do Oriente Médio e Norte da África respondem por 51% do milho embarcado, todos expostos a sanção, crédito e frete no Mar Vermelho. A China é apenas 4% do milho brasileiro, contra 71% da soja. A narrativa de dependência chinesa vale para um grão e não vale para o outro, e são duas geopolíticas completamente diferentes dentro da mesma lavoura.

O que isso significa

Três medidas independentes apontam para o mesmo lugar: o preço à vista acima da paridade de exportação, a curva da B3 encurtando o carrego e o embarque no pior ritmo em anos. As três descrevem aperto de disponibilidade doméstica, não fartura, mesmo com a maior safra já colhida. A alta de Chicago chega ao Brasil pela via da paridade, não pela via da demanda de exportação, e é por isso que o repasse ao físico foi de menos da metade.

05Trigoa alta é logística, e o Brasil está exposto

O trigo foi a maior alta do painel, com 12,55% no Setembro 26 e 9,69% no Julho 27. A causa é logística, e ela é física e mensurável: o corredor de exportação do Mar Negro está travado. Os embarques russos de agosto rodam perto de 2,5 milhões de toneladas, menos da metade do ritmo sazonal de cinco anos e o agosto mais fraco desde 2016/17, com a SovEcon cortando a projeção do mês para 1,9 milhão. A Ucrânia embarcou 201,7 mil toneladas, queda de 76% na comparação anual. Os dois países respondem por quase 30% das exportações mundiais projetadas para 2026/27, e essa oferta não está saindo.

Isso é o preço. O que a semana acrescentou foi prazo. Os ataques de drones aos terminais de Novorossiysk são de duas semanas atrás e já estavam absorvidos. No sábado 22, Putin disse que o regime de Kiev "abriu essa caixa de Pandora por conta própria" e prometeu "uma resposta direcionada aos seus setores econômicos mais sensíveis", e na quarta 26 um relato de que a Rússia prepara escalada no Mar Negro pôs o trigo de Chicago no limite de alta de 45 centavos nos meses da frente, com Kansas de 17 a 38 e Minneapolis de 16 a 28. As duas bolsas ampliaram o limite diário para 70 centavos na quinta, e o dezembro foi à máxima de três anos. Ampliar limite é o mercado admitindo que não sabe onde o preço para.

A distinção importa para quem vai operar. A ameaça não criou a falta de trigo, ela alongou a expectativa de quanto tempo a falta vai durar. Bloqueio logístico se desfaz quando os navios voltam a carregar, e isso é verificável semana a semana no embarque. Prêmio construído sobre promessa de retaliação se desfaz no dia em que a retaliação não vem.

A régua · rumor, evidência e confirmação

Confirmação: o embarque travado. São toneladas medidas, e é a parte da alta que tem lastro físico. Rumor: a retaliação prometida e o relato de escalada, que ainda não produziram nenhum ataque novo a terminal de grão confirmado na semana. E houve movimento na direção oposta que o mercado ignorou: na terça 25 o diretor da CIA, John Ratcliffe, chegou a Moscou em visita não anunciada, a primeira desde 2021. Diplomacia e ameaça de escalada aconteceram na mesma semana, e o preço só comprou a escalada. A parte da alta que veio da logística tem chão. A que veio do rumor não tem, e é ela que sai primeiro se os navios voltarem a carregar.

Chicago contra KansasLíquida 25/08Managed MoneySemanavariaçãoPercentil295 semanas°
Trigo SRW · Chicago−14.171+12.31471,9%
Trigo HRW · Kansas+44.062+9.22786,4%
Trigo HRSpring · Minneapolis+13.685+2.02282,4%

A régua longa desfaz uma frase que estava para ser escrita. Desde 2021, o Managed Money ficou líquido comprado em Chicago em apenas 54 das 295 semanas, 18% do tempo, com máximo de 31.803 contratos. Estar vendido em trigo de Chicago é o estado normal desse mercado, e os −14.171 de hoje já estão no terço superior da própria distribuição. Em Kansas, onde o open interest cresceu 35,1% desde 2021, a contagem exagera: corrigido pelo tamanho do mercado, o percentil cai de 86,4% para 77,3%.

O que a foto não mostra

A posição é de terça 25 de agosto. Relatos de mesa indicam que os fundos compraram cerca de 18 mil contratos de trigo de Chicago durante o rali de quarta a sexta, quando o contrato de dezembro trabalhou em máxima de três anos com limite de alta em pregões consecutivos. Somado aos −14.171, isso projetaria a líquida para perto de +4.000, território que Chicago visitou pouquíssimas vezes desde 2021. Isto é estimativa, não é dado. O relatório de sexta que vem é quem confirma.

E aqui entra a parte brasileira, que nenhuma fonte internacional vai escrever. A Conab cortou a safra brasileira de trigo para 5.813,1 mil toneladas no 11º levantamento, queda de 26,2% contra 2025 e de 3,5% só desde julho. A área caiu para 1.946,8 mil hectares, 20,4% menor no ano e cortada mais 4,4% em um mês. O corte veio de área, não de lavoura ruim: a produtividade subiu 0,9% desde julho.

E a Argentina é o último colchão que sobrou, com uma trinca. A Bolsa de Rosario reporta 98% da lavoura em condição muito boa a excelente, mas o cultivo está 10 a 15 dias adiantado e o medo declarado dos técnicos é fusarium, com ferrugem e mancha amarela já detectadas. A oferta mundial aperta de todos os lados ao mesmo tempo: Mar Negro rompido, União Europeia enfraquecida por calor e seca, área americana historicamente baixa e Brasil cortado em 26,2%.

A lavoura está exposta pelas duas pontas

Só 3,3% do trigo brasileiro foi colhido, e 33,6% está em floração ou enchimento de grão, as duas fases em que chuva e geada custam mais caro. Sobre essa lavoura chegam 200 a 350 milímetros entre 29 de agosto e 1º de setembro no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com modelos passando de 350, e setembro projetado abaixo da média de temperatura no Sul, com risco declarado de geada tardia. A chuva no Rio Grande do Sul desde julho já está no maior nível em dez anos. O risco é de qualidade, não só de quantidade, e a referência que o setor cita é 2023. O Brasil já exporta 34,3% menos trigo no ano, sem embarque desde abril. Se a qualidade cair agora, o país vira comprador de trigo de panificação dentro de um mercado global que já tem prêmio de risco embutido e com o real mais fraco.

06Dólara curva subiu inteira e o prêmio comprimiu
Curva de dólar futuro na B3Curva de dólar futuro na B3, fechamentos de 21 e 28 de agosto. O spot de 28/08 é o câmbio implícito no indicador CEPEA, R$ 5,2025°.
Curva DOL28/08R$SemanavariaçãoPrêmiosobre o spot°
Spot5,2025+1,19%·
Setembro 265,2085+1,20%+0,12%
Dezembro 265,3045+1,17%+1,96%
Março 275,3940+1,10%+3,68%
Julho 275,5285+0,99%+6,27%
Outubro 275,6350+0,95%+8,31%

A curva subiu inteira, mas subiu menos nos vencimentos longos do que no spot, e por isso o prêmio comprimiu de novo. O carrego até julho de 2027 saiu de 0,595% para 0,589% ao mês°. Contra o carrego da Selic de 1,098% ao mês, a diferença abriu para 0,509 ponto. O gatilho declarado na Edição 05 era a curva superar 0,8% ao mês. Não disparou, e a curva foi na direção oposta.

A conta que testa a tese de saída de dólar

O diferencial nominal é enorme e a favor do Brasil: Selic a 14,00% contra Fed funds em 3,50% a 3,75%, uma diferença de 10,38 pontos percentuais. Se fosse só carrego, o dólar não sairia. O que a nossa curva mede é outra coisa: o cupom cambial implícito subiu de 6,17% para 6,24% ao ano°, alta de 7,6 pontos-base em uma semana. Cupom subindo é o preço de tomar dólar emprestado dentro do Brasil ficando mais caro, ou seja, moeda mais escassa aqui dentro. A direção confirma a tese. A intensidade não: sete pontos-base é sinal fraco, não deslocamento.

Gatilho declarado. Se o cupom cambial passar de 6,50% ao ano, a saída de dólar deixa de ser leitura de mercado e vira fato medido. Se voltar abaixo de 6,10%, o movimento desta semana foi o discurso de Warsh e não fluxo.

Nota de método. Três cotações circularam para o mesmo dia: R$ 5,196 no fechamento de pregão, R$ 5,2040 às 16h18 e R$ 5,2022 implícito no indicador CEPEA. Não são fontes em conflito, são fixings diferentes. Adotamos o implícito no CEPEA porque a Edição 05 publicou 5,1414 pela mesma régua, e trocar de fonte quebraria a comparabilidade de todas as colunas em real.

07Fertilizantesa régua inverteu com o câmbio
Fertilizantes em dólar e em realVariação semanal do preço CFR Brasil em dólar e o equivalente em real, com o câmbio subindo 1,19% na semana°. Fonte: Agrinvest, 28/08/2026.

Na Edição 05, com o dólar caindo 1,53%, um insumo só ficava mais caro em real se subisse mais de 1,55% em dólar. Nesta semana a régua inverteu: com o dólar subindo 1,19%, um insumo só ficou mais barato em real se caiu em dólar. Apenas dois conseguiram, o cloreto de potássio com queda de 1,30% e o superfosfato simples com 2,08%.

A ureia foi a US$ 440, alta de 2,33% em dólar e 3,54% em real, com faixa indicada de 435 a 445, resistência forte em 450 e o sentimento migrando para essa casa. O sulfato de amônio subiu para US$ 225. O MAP ficou parado em US$ 850, com bids a 830 e negócios de 10 mil toneladas fechados no nível cheio, e o superfosfato triplo em US$ 690. O cloreto foi repercutido a US$ 380, com relatos de negócios abaixo disso.

Relação de troca°Soja 21/08sacas por toneladaSoja 28/08sacas por toneladaMilho 28/08sacas por tonelada
Sulfato de amônio7,367,3316,84
Ureia14,3914,3332,93
Nitrato de amônio12,7112,3728,44
MAP 11-52-0028,4427,6863,62
Superfosfato triplo23,0822,4751,64
Cloreto de potássio12,8812,3728,44
A régua

Todas as relações de troca melhoraram de novo, e por um motivo diferente do da semana passada. Não foi o insumo que caiu, foi o grão que subiu. Essa distinção importa porque relação de troca que melhora pela perna do grão desfaz junto com o grão. O Brent em queda de 6,46% tira pressão de custo dos nitrogenados à frente, e o gatilho de alta declarado na Edição 05, Brent acima de US$ 100, andou 6,46% na direção contrária.

No balcão interno a ureia cedeu em todas as praças acompanhadas, de R$ 3.192,00 em Cascavel a R$ 3.246,00 em Sorriso por tonelada. O balcão ainda não repassou a alta de US$ 10 no CFR, e essa defasagem é a janela de quem precisa comprar.

08Climao evento acoplou, e o mapa histórico já falhou
Cenários de El Niño por estadoDesvio de produção por estado em cada cenário, contra a referência de tendência de 189,0 milhões de toneladas para 2026/27. Cenários da AgResource Brasil, 24/08/2026. Não são probabilidades e não formam intervalo de confiança.

O índice Niño 3.4 marcou +2,195 °C na leitura CDAS de 00z de 29 de agosto, e não é pico isolado: está acima de 2,0 °C desde o fim de julho, quase um mês de platô. O CFSv2 mantém núcleo acima de +3 K no Pacífico equatorial tanto em setembro a novembro quanto em novembro a janeiro. O modelo não enfraquece o evento na janela reprodutiva brasileira.

E há um fato novo, que é o mais importante do bloco: a atmosfera acoplou. O Índice de Oscilação Sul está em −22, tendo chegado a −27,8 em 1º de agosto, contra um limiar de acoplamento entre −7 e −10. A leitura não é atualizada desde 10 de agosto, então é dado defasado. Ainda assim, é a diferença entre um oceano quente e um evento que efetivamente move o tempo.

Por que isso não fecha a questão

Um estudo publicado nesta semana pela AgResource Brasil foi atrás de uma pergunta simples: nos últimos quarenta e sete anos, quanto o El Niño de fato tirou da soja brasileira? Olhou o rendimento de 14 estados desde 1976, descontou o ganho de tecnologia e comparou com a intensidade de cada evento.

A resposta é que, no país inteiro, não tirou nada. O efeito médio nacional deu exatamente zero, e a chance de esse zero ser coincidência é de 97 em 100. Nenhum estado, sozinho, mostra um efeito que resista a um teste rigoroso. O que aparece é um desenho geográfico, e ele é o esperado: quanto mais ao sul, melhor a safra, e quanto mais ao norte, pior. O El Niño molha o Sul e seca o MATOPIBA.

E aí vem a parte incômoda. Os autores congelaram o modelo em 2022 e testaram no El Niño forte seguinte, o de 2023/24, para ver se ele acertava. Ele errou o mapa quase inteiro. A relação entre o que o modelo previu e o que aconteceu deu −0,57, ou seja, negativa: na média, ele apontou para o lado contrário. Previu perda no MATOPIBA e alívio no Sul. O que aconteceu foi o contrário: Piauí terminou 16,7% acima da média e Maranhão 12,2% acima, enquanto São Paulo perdeu 28,2% e Mato Grosso do Sul 18,7%. Onde o modelo esperava quebra, houve safra boa, e onde esperava alívio, houve quebra.

Para Mato Grosso, que é a régua da Edição 05, o coeficiente é de −1,6 log point por °C na amostra cheia e −2,7 na janela pós-2000, e nenhum dos dois passa no filtro. Com ONI a +2 °C isso projeta algo entre −3,1% e −5,3% de rendimento. É risco real e modesto, não é quebra. Contra a safra 2025/26 confirmada pela Conab em 180,46 milhões de toneladas, só o análogo de 2015/16 produz safra menor que a atual, e por 3,7%. O análogo de 2023/24, com 179,8 milhões, é uma safra praticamente idêntica à que acabou de ser colhida.

A convergência, e o conflito de janela

Cinco fontes independentes descrevem o mesmo mecanismo para o Cerrado: a chuva começa e não sustenta. Uma delas situa o corte entre outubro e novembro, com veranicos longos e muito calor. A outra diz que a janela que decide é janeiro a março, e fevereiro é o mês que mais pesa. Não se contradizem, porque falam de riscos diferentes. Veranico em outubro é risco de calendário: ameaça estande, força replantio e empurra a safrinha, com consequência em basis, prêmio e curva do milho. Fevereiro é risco de produção, e a consequência é o número da safra de soja. Em uma linha: o que acontece em setembro e outubro define quando a safra entra e quando a safrinha sai, o que acontece em fevereiro define quanto ela produz.

No Sul, o quadro imediato é outro. Os boletins convergem em 200 a 350 milímetros entre 29 de agosto e 1º de setembro, com modelos passando de 350 no Vale do Itajaí, e setembro vem abaixo da média de temperatura no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com risco declarado de geada tardia. Nos Estados Unidos, o cinturão leste teve uma das safras mais úmidas já medidas, e os scouts encontraram podridão de coroa, stands fracos e perda de nitrogênio por lixiviação. É a explicação física do que o Crop Tour mediu.

09Macro Brasilos cinco temas de 24 a 28 de agosto
10Macro Mundoos cinco temas de 24 a 28 de agosto
11Posição de Fundosa régua agora tem cinco anos e meio
Mudança de método declarada

Até a Edição 05, percentil e z-score eram calculados sobre as 26 semanas de 2026 que vinham no arquivo corrente. Essa janela era curta e direcional, e ela errava nos dois sentidos. A partir desta edição a régua passa a ser a série Disaggregated Futures-and-Options Combined de 5 de janeiro de 2021 a 25 de agosto de 2026, 295 semanas. A tabela em Legacy sai de vez. O melhor exemplo do defeito é o trigo de Minneapolis: na janela curta ele aparecia no percentil 50, leitura de neutralidade absoluta, e na régua longa está em 82,4%. A janela de 26 semanas continha o próprio recorde do contrato, e por isso o valor de hoje parecia mediano.

Managed Money · 25/08LíquidacontratosSemanavariaçãoPercentil295 semanas°
Milho+376.513+126.00897,3%
Soja+198.254+46.59296,6%
Trigo HRW · Kansas+44.062+9.22786,4%
Trigo HRSpring+13.685+2.02282,4%
Trigo SRW · Chicago−14.171+12.31471,9%
Posição dos fundos em milho e soja, Managed MoneyPosições compradas, vendidas e líquida do Managed Money, futuros mais opções combinados, nas 295 semanas de 5 de janeiro de 2021 a 25 de agosto de 2026. Fonte: CFTC, relatório desagregado.

Milho e soja são os dois extremos, e estão empatados. Ambos com z de +1,40 e com a razão entre líquida e open interest no percentil 89,2. O milho está na nona maior posição em 295 semanas e a soja na décima primeira. A alta de 126.008 contratos do milho está no percentil 99,7 das 294 variações semanais: em cinco anos e meio, só uma semana teve alta maior. A líquida do milho está a 25.480 contratos do máximo do período, e do fundo de julho de 2024 até hoje são 730.496 contratos de virada.

A decomposição diz de onde veio. No milho, 89.470 contratos de compra nova contra 36.538 de recompra de vendido, 71% contra 29%. Na soja a proporção é ainda mais limpa, 90% contra 10%. Não é short covering, é dinheiro novo montando posição.

O número que a posição líquida esconde

A líquida do milho é a nona maior, mas a perna comprada, de 465.500 contratos, é a maior das 295 semanas°. Não é a nona, é a primeira. A líquida fica em nono lugar apenas porque no pico de abril de 2021 a perna vendida era de 26.961 contratos contra 88.987 hoje. Em compra bruta, o Managed Money nunca esteve tão comprado em milho desde pelo menos 2021. Isso mede convicção melhor que a líquida, porque a líquida mistura quem comprou com quem apenas parou de vender.

Por que os números de fundos divergem entre publicações. Três leituras circularam nesta semana e as três estão certas, medindo coisas diferentes. No milho: Managed Money futuros mais opções em 25/08, que é a nossa, dá +376.513. Apenas futuros, mesma data, dá +317.448, e a diferença de 59.065 contratos é a exposição via opções. Legacy não comercial apenas futuros em 18/08 dá +252.666. Categoria, corte e data. Trocar qualquer um dos três muda o número em dezenas de milhares de contratos.
O que isso significa

Os fundos não estão comprados em um grão. Estão comprados nos dois ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, o que em cinco anos e meio aconteceu pouquíssimas vezes. Posição cheia não é sinal de venda nem de compra, é medida de fragilidade: ela diz quanto do movimento recente depende de dinheiro que pode sair. E há uma ressalva que a régua longa impõe: a soja fica líquida comprada em 76% das semanas do período, então percentil alto pesa menos nela do que pesaria num mercado simétrico. No milho, que fica comprado em 59% das semanas, o mesmo percentil pesa mais.

12Agenda e Fontessemana de 31 de agosto a 4 de setembro
Segunda 31Boletim Focus, às 8h25. Alemanha, CPI de agosto, às 9h. Relatório de condições das lavouras do USDA, às 17h, o primeiro depois do corte de 60% para 57% no milho.
Terça 1ºZona do Euro, CPI de agosto, às 6h. PIB do Brasil no segundo trimestre pelo IBGE, às 9h, com o Focus já tendo cortado a projeção anual para 1,95%.
Quarta 2Produção industrial de julho no Brasil, às 9h. Livro Bege do Federal Reserve, às 15h, a primeira leitura regional depois de Jackson Hole.
Quinta 3Zona do Euro, PPI de julho, às 6h. Estados Unidos, balança comercial de julho, às 9h30. Export Sales do USDA, com o peso da China no total de soja de safra nova.
Sexta 4Relatório de emprego de agosto nos Estados Unidos, às 9h30. É o teste da tese de Warsh: emprego forte com inflação em 3,7% tira a probabilidade de alta de setembro da faixa de 55% a 59% e empurra para cima. Balança comercial de agosto do MDIC, às 15h.
SemanaDesdobramentos em Novorossiysk e no corredor do Mar Negro. Chuva de 200 a 350 milímetros sobre a lavoura de trigo do Sul entre sábado e terça, com risco de geada tardia na sequência. Relatório da CFTC de sexta, que confirma ou desmente a compra estimada de 18 mil contratos de trigo.
Preços: TradingView e Trading Economics, 28/08/2026. Fechamentos de 21/08 conforme a Edição 05, exceto milho CBOT, atualizado para os ajustes confirmados de 483'4 e 508'2. Variações semanais calculadas ajuste contra ajuste. Variações mensais conforme a janela de 30 dias publicada pela fonte. Câmbio comercial de venda implícito no CEPEA.

Indicadores no Brasil: CEPEA/ESALQ, Soja Paranaguá e Milho ESALQ/B3, 28/08/2026, licença CC BY-NC 4.0.

Fundos: CFTC, Commitments of Traders, 25/08/2026, Disaggregated Futures-and-Options Combined. Percentis, z-scores e razão sobre open interest sobre as 295 semanas de 05/01/2021 a 25/08/2026.

Brasil: Conab, 11º levantamento da safra 2025/26, divulgado em 13/08/2026. ANEC, Statistics 2026, semana 33, com dados Cargonave. Comercialização da safra nova conforme levantamento de consultoria de mercado.

Estados Unidos: Pro Farmer, Crop Tour de 2026. USDA, Crop Progress e WASDE de agosto. Prêmios de porto: cotações FOB Paranaguá de mesa, 21 e 28/08, em centavos de dólar por bushel sobre o CBOT. Fertilizantes: Agrinvest, De olho nos custos, 28/08/2026.

Clima: CDAS Niño 3.4 via tropicaltidbits.com, 00z de 29/08/2026. CFSv2 do NOAA/NCEP/CPC, condições iniciais de 18 a 27/08. AgResource Brasil, estudo de ONI e rendimento de soja, 27/08/2026. Bolsa de Comercio de Rosario, Guía Estratégica para el Agro nº 984, 27/08/2026. Transcrições de boletins diários de meteorologia agrícola da semana.

Macro: Boletim Focus de 24/08, IPCA-15 de agosto, conta corrente do Banco Central e PNAD Contínua de 27/08, pesquisa Gerp BR-03547/2026 de 26/08, BEA e CME FedWatch. Crédito: Caixa Econômica Federal, resultado do segundo trimestre de 2026, divulgado em 27/08. Indicador nacional de inadimplência do produtor rural pessoa física da Serasa Experian, primeiro trimestre de 2026. Declarações de Putin de 22/08 e visita do diretor da CIA a Moscou de 25 e 26/08 conforme agências internacionais.

Conversões: milho a 25,4012 kg por bushel e soja a 27,2155 kg. Um bushel por acre equivale a 1,0461 saca por hectare no milho e a 1,1208 na soja. Carrego à Selic de 14,00% ao ano, ou 1,098% ao mês.
O que esta edição não entrega. O prêmio de Paranaguá sai em preço cotado e não em percentual, porque a base do percentual da Edição 05 não se reproduz. A compra de 18 mil contratos de trigo depois de 25/08 é estimativa de mesa, não é dado da CFTC. O line-up por porto não entrou, e segue aberta a reconciliação entre exportação e balanço do milho. Nenhum número foi estimado para preencher lacuna.
Conte$to na prática
O mercado físico e o mercado financeiro estão apostando em direções opostas

Você acabou de ler que os fundos estão na nona maior posição comprada de milho em cinco anos e meio, que o porto paga R$ 18,12 por saca acima de Chicago pela safra velha e cobra R$ 1,49 de desconto pela nova, e que a safra nova está 36% vendida contra 40% de média. Tudo isso é verdade para o mercado. Nada disso é uma decisão até ser aplicado à sua posição.

Os dois lados dessa mesa têm dinheiro e informação. O que decide de que lado você está não é a leitura, é o seu custo por saca, a data em que o seu caixa aperta e quanto você já comprometeu. Esse número é seu, é único, e a gente calcula com você.

Traga a sua posição e a gente monta a régua. WhatsApp (14) 99179-8486
Conte$to Agro
Leitura de mercado pra quem decide · Avaré, SP
Análise por Jonas Oliveira · WhatsApp (14) 99179-8486 · @jonas.eso
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